terça-feira, 3 de março de 2009

Mapas..

Começou sem qualquer rumo, simplesmente a desenhar a paisagem, sem ponto de partida e sem intenção de chegada. Era simplesmente mais um dia igual a tantos outros! Nem sequer qualquer expectativa de que a conversa podesse ser tão agradável! Nada a não ser mais uma noite! Depois da noite veio o dia e outro dia. a seguir a distância perturbada pela minha irreverência em fazer coisas que nem tenho hábito. A minha vontade em encurtar a distância...
Uma vontade, um desejo e o desenho de um novo mapa. Um mapa emocional, um mapa novo surgido do inesperado começou a ser desenhado. Interrupção para substituir a tinta da caneta, uma interrupção causada pela tinta seca que teimou em não deixar que este mapa a dois se desenhasse. Acordo é para se cumprir, e se era para desenhar a quatro mãos não se desenha a duas! Durante algum tempo fui teimosa e tentei continuá-lo, insisti numa teima que só quebrava um acordo. Mas olhar para o começo do mapa, tão bem desenhado, dava-me vontade de continuar. Ainda fiz mais uns rabisco, ainda fui bem longe ver se arranjava recargas para a caneta que teimou em não deixar continuar o mapa. Em vão, haverá sempre mapas que ficam por acabar, uns são alterados e melhorados ao longo dos tempos, outros ficam inacabados e guardados num qualquer canto. Mas a vida precisa de orientação, os mapas estão repletos de caminhos e mesmo os mapas inacabados às vezes têm uma continuidade. Hoje percebi isso mesmo, deparei-me com um mapa empoeirado que tinha muitas estradas por preencher, em tempos ficou inacabado por um percurso que ficou em obras. Ainda repleto de obras surgiu numa tentativa de traçar novamente o trajecto inacabado. Vai ser preciso um bom topógrafo para pegar em tanto percurso inacabado, mas fica o registo que não se devem deixar mapas incompletos, um dia podemos tropeçar e perceber que há estradas que precisam de ser concluídas para que um mapa faça sentido!

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