domingo, 29 de março de 2009

Make love

Porra! Quem é que se lembrou de me acordar tão cedo. Maldito telemóvel, logo hoje que eu tinha prometido dormir um bocadinho mais. Lá atendo, mesmo sem me dar ao trabalho de ver quem me liga, nem quero abrir os olhos. Sim! Lá digo eu! Do outro lado o meu amigo das aventuras. Mas que queres tu a esta hora, pergunto. Desculpa amiga, mas tinha mesmo de te ligar! Com um raio, este gajo tem cada uma, o que será agora?! Bom amiga, lembraste daquela conversa que tivemos à uns dias? Sim, aquela em que me respondeste que sexo era sexo, e pronto!? Isso mesmo miúda! Responde-me.
E porque razão te lembras de me ligar agora por causa disso, pergunto. Pois, porque realmente vocês mulheres têm quase sempre razão, afinal há uma grande diferença entre sexo e fazer amor! Ai amigo, não me digas que descobriste a pólvora. Claro que há uma grande diferença, o ideal é mesmo alternar-se entre o fazer "o amor" e sexo, mas sempre com alguém que para além disso partilhe muito mais. Isso sim é perfeito! Mas pronto, conta-me lá tudo! Blah...blah...durante uns bons 50 minutos e lá chegamos à conclusão de que o que queremos mesmo é fazer "o amor"...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Todos diferentes...

Quando estes três "encalhados" se reunem já se sabe que mais tarde ou mais cedo o tema sexo vai chegar à conversa! Deve ser aquela máxima que nos leva a falar sempre daquilo que desejamos! Confessamos sem pudor que realmente pensamos algumas vezes no assunto e que no fundo temos saudades de um bom momento de prazer. Claro está que o elemento masculino presente responde imediatamente que nós somos muito parvas. Que o sexo está sempre na mão das mulheres e que se não temos uns bons momentos de prazer é porque não queremos, que se fosse "gaja" não se queixava de certeza. A discussão sobe de tom,e obviamente, ele tem alguma razão, mas sinceramente se ele fosse uma mulher seria uma valente puta. Na verdade o sexo banalizou-se, não há pudor, nem tem de haver, o prazer não é para se negar, disfruta-se! Continuamos a conversa e ele é obrigado a dar-nos razão no ponto essencial: sexo é realmente muito bom mas tem de fazer algum sentido. O prazer, a satisfação imediata, sem qualquer afecto é boa só no momento, depois pode tornar-se numa tormenta, é o satisfazer quase irracionalmente um desejo, é quase primário e pode ser uma excelente aventura, mas as mulheres pensam demasiado, não sabem gerir emoções fortes de uma só noite! Para as mulheres tem de existir partilha, tem de haver sentimento para ser realmente gratificante. Se isso não existir pode ser somente bom, mas para ser bom não preciso de ajuda, se é só para ser bom eu sou suficiente.
Depois deste grandioso momento chegamos à conclusão que todos somos muito diferentes. O elemento masculino, como bom macho, procura uma qualquer femea para espalhar toda a sua virilidade, sem grandes afectos e conversas, que sexo é sexo! As meninas são mais exigentes, não lhes apetece trocar fluidos com qualquer um, apetece-lhes muito, mas também lhes apetece poder recordar o momento e atribuir-lhe algum significado. Depois vem o timming perfeito, que basicamente podia ser para ontem. Para o "gajo" seria logo ao acordar, que de manhã é que se começa o dia, ainda na cama. Para a "encalhada" morena seria antes de adormecer e a terminar num bom abraço. Para a "encalhada" loura seria entre a hora do lanche e o jantar, num inesperado, que rotinas e sítios definidos não são com ela. Ali entre o final da tarde e o início da noite, num momento que terminaria com um sorriso e um abraço apertado...

Last minute

Fui! Aceitei o convite, sabendo que representava o fim. O nosso "last minute"! Decidido por mim, é verdade. Fui até ti com um misto de ansiedade e nostalgia, sabia que era a última vez, e por isso mesmo insisti que fosse naquele local. Chegaste com um sorriso que quase conseguia esconder o teu nervosismo, não te conhecesse tão bem e teria passado despercebido. Conversámos, rimos, abraçámo-nos e escapou-te uma lágrima. Quase chorei contigo, mas não pude ceder, tinha uma decisão a tomar, tinha de me manter forte. A decisão tantas vezes adiada! Tinha de ser, e tinha de ser ali. Sei que choras por não me querer magoar e por gostares de mim. Quase que parece patético, mas percebo, nunca poderias ficar comigo. Pergunto-te o que desejas naquele momento. Respondes-me que sei perfeitamente o que é, que não precisas de me dizer! Pois sei, desejas encostar os teus lábios aos meus e deixar o momento correr, saborear e pensar que nada mais existe. Mas nem tudo o que desejamos pode ser real, também eu já te desejei e não pude ter-te ao meu lado.
Chegou o momento premeditado, mas difícil. Beijo-te sofregamente e quando estás a entregar-te totalmente ao momento, pergunto-te se era o que desejavas. Respondes-me que sim e abraças-me na esperança que aquele momento continue. Respondo-te que ainda bem que era o teu desejo, foi o "nosso" último desejo! Como todas as histórias teve um princípio, um meio e um fim. Não sei se te lembras de tudo, mas sei que não te vais esquecer do fim! Acabou num sítio onde fomos felizes, onde cada vez que passo me lembro de ti, onde tinha de ser, onde construimos uma história até ao nosso derradeiro "last minute"...
Porque os dias passam, as horas sucedem-se e alguns minutos ficam para a vida...

domingo, 22 de março de 2009

Prazer..

O prazer de sentir, o prazer de saborear, o prazer de viver! Prazer, palavra mágica que nos desperta os sentidos, que nos faz sentir vivos! Prazer, o prazer de tantas coisas e tão diferentes. O que me dá prazer, o que te dá prazer, o que nos dá prazer? Podem ser diferentes coisas, mas a verdade é que temos sempre vontade de lá voltar. Ao prazer sublime que nunca nos sacia...ao prazer de sentir prazer!

quinta-feira, 19 de março de 2009

DESEJAR

Desejar...desejo tanta coisa! Umas desejo outras simplesmente quero! Já desejei em sonhos, já lutei por desejos, já reprimi o desejo e satisfiz muitos desejos!
A ti comecei por te querer, nem sei se te desejava, queria-te! Mas até os desejos mudam com o passar do tempo, e hoje não sei se te quero, mas desejo-te! Um desejo primário, bem diferente do querer, o desejo de te ter, de te sentir, até de te usar...o desejo no seu mais puro sentido, nem mais...
Pura e simplesmente desejar...

quarta-feira, 18 de março de 2009

DIA ZERO II

Virei a página.
Custa. Dói.
Implica um turbilhão de sentimentos lavados em lágrimas de passados que já soaram a glória, mas que agora não são mais do que poeira.
Acreditei em mentiras que julgava que eram verdades quase absolutas.
Perdoei dias sem conta a tua cobardia.
Caí a pique e caí sozinha.
Doeu.
A pouco ergui-me, sozinha, devagar... mas consegui.
Hoje continuo a ter-te na minha vida, mas só para me lembrares o que não quero, o que afinal nunca quis, mas que o amor perdoou.
Diz o ditado que não há pior cego que aquele que não quer ver e eu de facto não quis, mas quis a ironia do destino que quase cegasse de facto... recuperei a capacidade de ver o que queria e o que não quis durante muito tempo.
Hoje é o dia zero...

domingo, 15 de março de 2009

DIA ZERO...

Nem sempre sei o que quero! Quero aquilo que todos queremos: saúde, felicidade! Mas no que toca ao imediato nem sempre consigo perceber o que realmente anseio. Felizmente sei muito bem o que não quero, a idade traz-nos essa importante capacidade, saber o que nos importa, o que nos pode fazer bem!
Andei perdida em sonhos, com uma expectativa que saiu gorada, mas sonhei e quero continuar a sonhar. Andei numa corrida contra o tempo, em dias que fluíram com grandes sorrisos. Mas na verdade de nada me serve sonhar sozinha. Não quero sonhar sozinha, essa é uma certeza! É com essa certeza que decidi recomeçar, porque a vida permite-nos sempre recomeçar, e por sorte nunca recomeçamos do zero. O encerrar deste capítulo permitiu-me mais uma vez aprender, foi mais uma aprendizagem para a vida, foi mais uma vez constatar que sei que há coisas que não quero: Não quero sonhar sozinha! Nem pensar! Ainda à pouco pensei: se ao menos sonhasses! Mas não! Os sonhos foram somente meus...
Hoje é o dia zero...
Hoje é dia de pensar em mim...
É dia de preservar o meu egoísmo...
É dia de saber o que não quero...
Hoje é o dia....

quinta-feira, 12 de março de 2009

Lua de saudade

Está uma lua fantástica! Lua cheia numa noite amena e de céu estrelado. Uma certa nostalgia toma conta de mim, apetecia-me dar-te a mão,abraçar-te e ficar a ver a lua. No fundo tenho saudades tuas, sei que não devia, mas tenho! Ainda à pouco falava com um amigo sobre saudades, dizia-me ele que está cheio de saudades de alguém muito especial. Respondi-lhe: mas isso é bom! Claro que é, afinal amanhã vão poder matar todas essas saudades. Assim é bom ter saudades, é simplesmente ansiar o prometido regresso, é aguçar o desejo. Quanto às minhas saudades são pura e simplesmente uma parvoíce, por mais que sofra de saudades não há o esperado reencontro. São uma perda de energia que não tenho tido a capacidade de controlar. São o resultado da sobrevalorização de um determinado momento bom, são o que resta, vão ter de ser o resto. Sei que o tempo se vai encarregar de desfazer esta tonta nostalgia, este sentir exacerbado e desnecessário. O tempo vai levá-las, a lua vai mudar,a saudade vai transformar-se e talvez posso sentir somente desejo de um reencontro numa noite de lua cheia...

Cobardia

Numa única palavra: cobarde! Não pensei ter de algum dia usar este adjectivo para te classificar, mas provaste que o mereces! O medo tomou conta de ti e esqueceste-te de mim, quebraste outra vez o elo, sempre com a expectativa de que podes voltar. E podes! Voltar pode-se sempre, mas nunca voltar atrás. Provaste que não me mereces. Por mais que tenha de "roer a corda" já não há lugar para ti. Aceito muita coisa, tolero defeitos, aprendi a conviver com muitos, mas nunca tolerei cobardes....

quarta-feira, 4 de março de 2009

DESILUSÃO

Estou aqui sozinha, triste e desiludida...
Mas o que é a desilusão? É ,ao fim ao cabo ,a quebra de uma ilusão. Não é contigo que estou desiludida, é comigo. É comigo, com o facto de ter criado uma ilusão que se desfez. Criei a ilusão de que pertencias um bocadinho à minha vida, que estavas comigo! Mas foi pura ilusão desfeita. Hoje precisava de ti, precisava do teu ombro, de uma palavra. Nada! A tua ausência é cada vez maior, o teu silêncio. Dei-te muito de mim, não que esperasse algo em troca mas estive sempre, e hoje precisava que estivesses, precisava de te ouvir! Silêncio, a noite vai longa e o teu silêncio também. Não é culpa tua mas não posso deixar de dizer que me sinto desiludida, desiludida com as minhas ilusões....

terça-feira, 3 de março de 2009

O JOGO

Nunca tive grande paixão por jogos, deve ter a ver com o facto de não gostar de perder, embora admita que a sensação de jogar é boa. Nunca pensei entrar num jogo e ser difícil abandoná-lo, o gozo de jogar, de sentir, de comandar. Um jogo completamente marginal e sem regras definidas, um vale tudo onde sempre imperou a adrenalina. Um jogo a dois, na clandestinidade, um jogo que de tão secreto se tornou ainda mais especial. Jogámos tudo, lançámos os dados, baralhámos cartas e emoções! O jogo só nosso, sem árbitro que nos parasse, sem regras e contra todas as regras. Um jogo onde descobri o prazer de jogar, de me viciar, de querer sempre mais. O nosso jogo levado ao extremo durou empatado, sem perspectiva de vencido e vencedor! Conseguiriamos alguma vez terminar este jogo perigoso? Haveria um vencedor? Tinha de haver, num verdadeiro campeonato alguém tem de vencer, até num jogo sem regras. Sai vencedora! Num dia percebi que a única forma de vencer este jogo viciante era desistir. Ter a capacidade de largar tudo, todas as emoções e adrenalina era provar que é possível vencer um jogo sem regras! Provei que era a justa vencedora, larguei esse jogo clandestino e viciante. Senti-lhe a falta, nunca antes tinha ido tão longe, nunca um jogo me tinha dado tanto prazer. Foi o nosso jogo, absolutamente viciante que tive a coragem de abandonar...
Passou algum tempo, não mais experimentei tal sensação. Fechei-me um bocadinho depois de tão intenso jogo. Escondi emoções e percebi que não se joga com os sentimentos
, os jogos viciam, a adrenalina toma conta de nós e é difícil desistir.
Agora quase me convidas para voltar a jogar, finges que desta vez vai ter regras. Não acredito em regras nos jogos emocionais, é um terreno que não se domina. Mas o convite é tentador! Queres brincar com o fogo mesmo sabendo que te podes queimar. Sabes que se aceitar vou levar o jogo até ao fim, vou brincar com o fogo, vou sentir-te, vou usar-te e talvez desistir para ganhar novamente....achas que estás mesmo preparado para ir a jogo?

Mapas..

Começou sem qualquer rumo, simplesmente a desenhar a paisagem, sem ponto de partida e sem intenção de chegada. Era simplesmente mais um dia igual a tantos outros! Nem sequer qualquer expectativa de que a conversa podesse ser tão agradável! Nada a não ser mais uma noite! Depois da noite veio o dia e outro dia. a seguir a distância perturbada pela minha irreverência em fazer coisas que nem tenho hábito. A minha vontade em encurtar a distância...
Uma vontade, um desejo e o desenho de um novo mapa. Um mapa emocional, um mapa novo surgido do inesperado começou a ser desenhado. Interrupção para substituir a tinta da caneta, uma interrupção causada pela tinta seca que teimou em não deixar que este mapa a dois se desenhasse. Acordo é para se cumprir, e se era para desenhar a quatro mãos não se desenha a duas! Durante algum tempo fui teimosa e tentei continuá-lo, insisti numa teima que só quebrava um acordo. Mas olhar para o começo do mapa, tão bem desenhado, dava-me vontade de continuar. Ainda fiz mais uns rabisco, ainda fui bem longe ver se arranjava recargas para a caneta que teimou em não deixar continuar o mapa. Em vão, haverá sempre mapas que ficam por acabar, uns são alterados e melhorados ao longo dos tempos, outros ficam inacabados e guardados num qualquer canto. Mas a vida precisa de orientação, os mapas estão repletos de caminhos e mesmo os mapas inacabados às vezes têm uma continuidade. Hoje percebi isso mesmo, deparei-me com um mapa empoeirado que tinha muitas estradas por preencher, em tempos ficou inacabado por um percurso que ficou em obras. Ainda repleto de obras surgiu numa tentativa de traçar novamente o trajecto inacabado. Vai ser preciso um bom topógrafo para pegar em tanto percurso inacabado, mas fica o registo que não se devem deixar mapas incompletos, um dia podemos tropeçar e perceber que há estradas que precisam de ser concluídas para que um mapa faça sentido!

VENTOS

Por mais que o homem queira nunca irá dominar a natureza. Por mais que eu queira também eu não consigo dominar a minha natureza, a tua natureza, a nossa natureza....
Vieste com o vento, numa altura em que uma tempestade caiu sobre mim,sopraste-me ao ouvido e abraçaste-me num abraço que desconhecia, ficaste sempre ao meu lado, quiseste o que não podias ter. Quis tanto como tu, ou mais ainda, mas um vento de mudança surgiu na tua vida. Um vento ciclónico que eu jamais poderia enfrentar. Como vento me fui, fugi numa rajada que soprou em sentido contrário. O vento levou-me para bem longe, de vez em quando voltavas de mansinho em forma de brisa. Uma brisa que nunca percebi se era quente ou fria, sempre me protegi dela, nunca deixei que me tocasse, resguardei-me o melhor que pude deste teu sopro. Aprendi a conviver com o vento, novos ventos começaram a soprar,mas o teu sopro ficou sempre colado ao meu ouvido. Nunca lhe liguei, habituei-me à sua presença, ao seu registo quase silencioso, até hoje...
O clima já não é o que era e subitamente regressaste com todo o teu esplendor. Quase de rajada fizeste-me sentir-te, abanaste-me, recordaste-me de como é bom estares perto! Que ventania, que abalo! Não que te tivesse esquecido, mas estavas arrumado. Tinhas mesmo de me lembrar de como é bom, tinhas mesmo de chegar de rajada e remexer tudo? Eu sei a resposta, podes ficar em silêncio. Escusas de me dizer que foi obra da tua natureza, sei que também tu quiseste dominá-la, numa batalha sem precedentes. Mas é a natureza, ou talvez a natureza humana, não sei. É aquela velha máxima que diz: "podes fugir, mas não podes esconder-te". Fugimos sem conseguirmos evitar que o vento nos pusesse no mesmo caminho. Caminho sinuoso, cheio de entraves, de tempestades, um caminho da natureza construído pelo homem, e onde não sabemos chegar ao fim. É uma espécie de novo capítulo de um livro onde a natureza tem mostrado toda a sua força. A natureza onde nada se ganha, nada se perde e tudo se transforma....deixemos que o vento decida!!!

domingo, 1 de março de 2009

ACORDAR

Nem sempre é fácil acordar, quanto mais acordar de um sonho...
Não queria acordar...
Mas não vivo de sonhos...
Wake up...
Welcome to reality....